Banda Rua 17

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09 Setembro 2006

Coluna do Yuri ( Demorou para Abalar mas abalou geral)

Seriam os Afros?


Fala ai!
Mais uma sexta(ou quase) de coluna do Yuri.
Para quem não sabe, uma das bandas mais geniais do século XXI, lança disco novo na próxima terça-feira, dia 12. Eu estou falando do “Mars Volta”.
O grupo foi formado por Omar Rodrigues Lopez e Cedric Bixler Zavala (respectivamente guitarra e vocal) depois que ambos abandonaram o At the Drive In para fazer o que bem quisessem. O abandono foi considerado por muitos uma loucura, pois o At the Drive In era na época (2000) o que o Strokes é hoje e o que o Hives foi há pouco tempo atrás, a banda que ia salvar o Rock. O Mars Volta nasceu como uma banda que tem como proposta não ter proposta. Uma banda que pode mistura de Salsa, Funk, Rock pesado, Jazz fusion, dub e fazer disso rock progressivo e progredido.
O novo trabalho do grupo de El Paso chama-se “Aputechture”. “Amputechture” é o terceiro disco da carreira deles. E o primeiro que não conta uma história continua.
O primeiro trabalho do “Mars Volta” é um EP que se chama Tremulant (ouça Concertina) de 2002 e que conta com apenas cinco músicas. Essas cinco já bastam pra sentir o clima da banda.
Em 2003 saiu o primeiro disco completo da banda, esse sim uma “pedrada na vidraça”. De-loused in the Comatorium conta a história de Cerpin Taxt, um viciado em drogas que entra em coma após ter uma overdose e que depois de vários anos dormindo acorda e se joga de um viaduto. Na verdade, Omar Rodrigues, que é o principal compositor da banda, tentou descrever o que estaria se passando na cabeça de Cerpin durante o sono profundo até o momento em que ele se mata. Um dos momentos que eu mais gosto é a música This Apparatus must be underneathed, que é o momento em que Cerpin encontra Moatiriata, o personagem que representa o lado “ruim” da mente de Cerpin. Detalhe, Cerpin existiu na vida real. O nome dele era Julio Venegas e foi mentor de Omar quando jovem em sua cidade, El Paso.
Esse disco teve a participação do Red Hot Chili Pepper Flea no baixo e no trompete, o disco também conta com a participação de outro “pimentinha”, John Frusciante toca guitarra.
O segundo álbum é ainda mais maluco.
Um amigo da banda morreu. Esse amigo se chamava Frances. O técnico de som da banda (que também morreu, mas essa é outra história) encontrou no carro de Frances um diário com vários fatos relatados, mas sem autor. Prato cheio pro maluco porra loca da cabeça Omar Rodrigues, que fez o álbum inteiro baseado (muito baseado) nos personagens do diário. O disco foi lançado em 2005 e intitulado pela mãe de Frances, Frances The Mute. A mãe de Frances aparece bastante como personagem no disco, seu nome nas músicas é Cygnus. Esse disco também tem participação do Flea e do Frusciante.
Aconselho muito ouvir os discos sem interrupções e de olho nas letras. É uma viagem muito doida.
Outro detalhe interessante é que Omar e Cedric ostentam sobre seus escalpos uma vasta cabeleira Afro, enquanto seus ex-parceiros de At th Drive In que fundaram o Sparta (bandinha ruim que só), não. Aí, eu me pergunto: será que toda essa criatividade está nos penteados Afro deles?
Até sexta e desculpa o atraso.


Ouça:
1) My Morning Jacket: Banda que abriu a turnê World Wide Suicide do Pearl Jam nos EUA e em alguns shows na Europa. Soa muito Classic.
2) Hellacopters: Banda sueca que me surpreendeu. Ouçam By the Grace of God e Everythingf is on TV.

Amanha tem a coluna do Trompas. Comentem sempre.

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