Banda Rua 17

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15 Setembro 2006

Coluna do Yuri (nem sempre atrasada)

Informativo Rua17

Dia 28/09 - Festival do Colégio São Vicente de Paulo

Coluna do Yuri
Fala aê cambada!

No que será que vai dar essa coluna de hoje?

Num mundo em que, para muitos, o maior mistério do planeta é o que acontece na ilha de “Lost”, eu me pergunto, porque que a MPB FM, rádio que tem sua programação inteira voltada para a música popular brasileira, tem um programa chamado “Made in Brazil”? E tem mais. Tal programa só toca samba e só toca samba no tal programa. Sim, samba! Aquele que talvez seja o mais popular dos ritmos brasileiros. Eu não entendi nada.
Mas já que estamos falando de rádio, gostaria de falar aos amigos que lêem a minha coluna um fato ocorrido comigo nessa última terça-feira.
Já estava me preparando para dormir e simultaneamente ouvindo o meu rádio que estava sintonizado na Transamérica. Estava passando um daqueles programas que tocam músicas “antigas” pedidas por ouvintes. O programa estava se desenrolando na mais perfeita normalidade, até que liga um garotinho que protagoniza um diálogo com o locutor parecido com esse:
(Depois de alguma conversa que eu não ouvi por que o programa era um saco)
Garoto - Eu queria chamar umas mulheres pra cá!
Locutor - Cadê a sua mãe?
Garoto - Ta dormindo. (Cochichando)
Locutor - De onde você esta falando?
Garoto - São Paulo. (vacilando)
Locutor - Fala sério. Diz a verdade.
Garoto - Você acha que eu vou te dar o meu endereço?
Locutor - Diz o bairro de onde você esta falando?
Garoto - Niterói.
Locutor - Isso é município, seu burro! Vai procurar a sua mãe!
Garoto - Aaaaaah!!!!! Traz a sua mãe e sua irmã aqui que eu meto o pau no cu delas!
Telefone – Tu tu tu tu tu tu tu ...
O locutor ficou mudo. É a juventude de Niterói finalmente voltando aos eixos.
Pouco tempo atrás reparei em um de nossos shows em escolas que as crianças não mais levavam revista de mulher pelada ou jogavam “Porradoball” nem passavam mais trote a cobrar do orelhão. Elas haviam abandonado tais práticas que contribuem para a construção de um homem por outras práticas como o “Bafo”, aquele jogo de figurinha. Já via no futuro, homens que num barzinho cheio de mulher iriam preferir trocar figurinha repetida ao invés de conversar sobre as mulheres que eles tinham repetido. Já tava preocupado em criar meu filho em Niterói. Esse garoto me fez ver que nem tudo está perdido. A criançada voltou a passar trote. E esse moleque era um gênio. Passou o trote em rede nacional.
Que orgulho!
E é um garotinho como esse, que um dia vai virar um homem capaz de ser um fodão na MPB FM e mandar pras cucuias um programa como o “Made in Brazil” e inserir o tão brasileiro samba na programação diária da rádio.

Até semana que vem galera!!!!

Ouçam:
Monk on Monk, de T.S. Monk: Esse disco é uma homenagem do incrível baterista T.S. ao seu pai, o lendário compositor e pianista de Jazz Thelonious Monk. O disco conta com ilustres participações, como Ron Carter e seu inconfundível contra-baixo e Wayne Shorter, que arrasa com seus saxes. TS esteve no festival de Jazz e Blues de Rio das Ostras desse ano, e botou a galera pra sacudir.


E amanhã não percam a coluna de Felipe Logicool Trompas!!!!!!!
Comentem no Blog, flog e em todos os lugares em que você achar a Rua17 na internet.
Até!

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